sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

O DOURO, O TEJO, E O GUADIANA





Diz uma lenda, que, outrora, houve uma conversa de três rios: o Guadiana, o Tejo e o Douro.
Aborrecidos de andar lá pelas montanhas, quiseram correr aventuras.
Combinaram, então, dormir um bom sono; o primeiro que despertasse chamaria os outros, partindo, então, todos os três para o mar.
Dito e feito! Deitaram-se a dormir.
O primeiro a acordar foi o Guadiana. Olhou para os outros e, por ter dó de os acordar, pôs-se a caminho sem chamar os vizinhos. Escolheu, portanto, o melhor caminho, como quem passeia por um jardim.
Acorda a seguir o Tejo: esfrega os olhos e avista ao longe, já na planície, o Guadiana a brincar com o sol, que o veste de ouro reluzente. Aflito, na ânsia de ganhar o tempo perdido, não escolhe caminho: atira-se pelas serras a baixo, salta pelas encostas lança-se dos penedos que lhe embaraçam a marcha. Para entrar em Portugal, onde o Guadiana passeava, salta num pulo as portas de Ródão.
Daí em diante corre deliciosamente deixando-se rolar na planície, ora charneca, ora várzea, até ao mar.
Acorda por fim o Douro. Furioso quer vingar-se.
Enquanto o Guadiana brilha ao sol como longa fita de aço e o Tejo anda ás curvas graciosas, em passo medido, ele, o Douro, salta calhaus, desde vales fundos; sem escolher caminho: fura serras e mais serras, salta tudo, despenha-se doidamente…

Pesquisa de: Ana Carolina

A lenda dos Nove Irmãos




A meio do oceano, havia um lindo país com grandes montanhas cobertas de arvoredo. As mais altas eram tão altas que furavam as nuvens e pareciam tocar no céu.
Nesse país havia um rei que tinha nove filhos muito amigos uns dos outros.
Certo dia, o pai chamou-os e pediu-lhes:
- Digam – me qual é o sítio que preferem porque tenciono dar uma propriedade a cada um.
Todos queriam viver na montanha, mas como se entendiam bem, não houve brigas. Escolheram em boa harmonia e lá foram construir as suas casas. Antes de se separarem, marcaram encontro para daí a um ano.
O tempo passou e, nas vésperas do dia previsto, que alegria! Os nove rapazes só pensavam no momento de abraçar os irmãos. Adormeceram com dificuldade.
A meio da noite, sentiram a terra tremer e ouviram um ruído pavoroso. Foram ver o que se passava e verificaram, com assombro, que o país se tinha afundado. Restavam apenas os cumes das montanhas, transformados em ilhas.
Para poderem comunicar, a única solução era começarem imediatamente a construir barcos.
Trataram de cortar madeira nas matas e atiraram-se ao trabalho com a maior energia.
Não tardou que se voltassem a reunir e todos afirmaram que nada nem ninguém conseguiria impedi-los de se verem sempre que quisessem. Agora viviam em ilhas? Pois viajaram por mar!


Ana Maria Magalhães e Isabel Alçada

Pesquisa elaborada por: Ana Sofia 4º ano

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Neve em Lamoso


No passado dia 9 de Janeiro, estavam os alunos na aula de informática e depararam-se com um acontecimento que já não se via há anos, por estes lados...Tinha começado a nevar... e os nossos alunos ficaram eufóricos. Já não conseguimos trabalhar mais... e de repente toda a escola ficou como um postal ilustrado.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

LENDA DA ÁRVORE DE NATAL



Quando o Menino Jesus nasceu, todas as pessoas e animais e até asárvores sentiram uma imensa alegria.Do lado de fora do estábulo onde o Menino dormia, estavam três árvores: uma palmeira, uma oliveira,e um pequeno pinheirinho.Todos os dias as pessoas passavam e deixavam presentes ao Menino.- Nós também Lhe deviamos dar prendas! - disseram as árvores.- Eu vou dar-lhe a minha folha mais larga - disse a palmeira - quando vier o tempo do calor ele pode abanar-se com ela e sentir-se mais fresco.Então disse a oliveira : - E eu vou dar-lhe óleo.Perfumados óleos poderão ser feitos a partir domeu sangue.- Mas que lhe poderei dar eu?- Perguntou ansioso o pequeno pinheiro.- Tu? Os teus ramos são agudos e picam - disseram as outras duas árvores .-Tu não tens nada para lhe dar !O pequeno pinheiro estava triste. Pensou muito, muito, em qualquer coisaque pudesse oferecer ao Menino que dormia, qualquer coisa de que oMenino pudesse gostar.Mas não tinha nada para lhe dar.Então um anjo, que tinha ouvido a conversa toda, sentiu pena da arvorezinha que não tinha nada para dar ao Menino.As estrelas estavam a brilhar no céu. Então o anjo, muito de mansinho, trouxe-as uma a uma cá para baixo, desde a mais pequena à mais brilhante e colocou - as nos ramos pontiagudos do pinheiro. Dentro do estábulo, o Menino acordou . E olhou para as três árvores do lago de lá da gruta, contra a escuridão do céu. De repente as folhas escuras do pinheiro brilharam, resplandecentes, porque nelas as estrelas descansavam como se fossem elas.Que lindo estava o pequeno pinheiro, que não tinha nada a oferecer aoMenino...E o Menino Jesus levantou as mãozinhas, tal como fazem os bebés, e sorriu para as estrelas e para aquela árvore que lhe iluminara a escuridão da noite.E desde então o pinheiro ficou a ser, para todo o sempre, a Árvore de Natal.
Lenda recolhida pela aluna Ana Sofia do 4º ano

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Lenda das teias de aranha no Pinheirinho de Natal


Há países em que a presença de uma aranha, e respectiva teia, na árvore de Natal é sinal de boa sorte.
Por exemplo, na Ucrânia, há uma lenda que conta que uma mulher pobre, sem ter com que decorar a árvore de Natal para alegrar os filhos, ao acordar na manhã de 25 de Dezembro, encontrou os ramos cobertos por teias de aranha que se tinham transformado em fios de prata.
Na Alemanha as aranhas também têm direito a lenda.
Tempos houve em que as famílias deixavam os animais entrar em suas casas durante a noite de Natal, para que pudessem olhar para a árvore de Natal.
Só as aranhas não eram bem vindas, já que as senhoras não gostavam de ver as suas casas cheias de teias.
As aranhas, muito aborrecidas com a discriminação e consequente proibição de participarem no Natal, foram queixar-se directamente ao Menino Jesus.
Nesse instante o Menino Jesus decidiu acompanhar as aranhas até às casas, para que também pudessem apreciar a árvore de Natal.
Eufóricas as amigas de oito patas começaram a espalhar as teias pelos ramos dos pinheiros.
Na manhã do dia de Natal, as senhoras depararam-se com os resultados.
Mas, em vez de se zangarem, ficaram encantadas com a ideia, pois o Menino tinha transformado as teias em grinaldas cintilantes.


Pesquisa realizada por Bruno Silva do 4º ano

Lendas de Natal


O Lenhador



Houve em tempos um lenhador que encontrou uma criança perdida e esfomeada na véspera de Natal.
Apesar de ser muito pobre, o lenhador ofereceu-lhe comida e abrigo para essa noite. Ao acordar, no dia seguinte o homem deparou-se com uma magnífica árvore enfeitada de estrelas brilhantes á sua porta. A criança era, na realidade, o menino Jesus, que colocara uma árvore como forma de agradecimento pela generosidade do lenhador.


Pesquisa realizada por. Ana Carolina e José Luís
4º Ano

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Desculpa...por acaso és uma bruxa?









Era uma vez um pequeno gato preto. Era um gato vadio, porque não tinha lar. Quando chovia ele refugiava – se na biblioteca a ler enciclopédias sobre animais, e outras coisas interessantes. Até que um dia ele leu uma enciclopédia sobre bruxas e ficou interessado, leu que as bruxas têm um carinho especial por morcegos mas adoram gatos pretos.
De repente pensou ele – será que sou capaz de encontrar uma bruxa? Leu também que elas tinham chapéus bicudos e roupa preta e umas meias às riscas, usam as suas vassouras, e têm um grande caldeirão. Decidiu então procurar uma bruxa que lhe desse um lar.
E começa a aventura.
Percorreu o bairro todo até que encontrou uma miúda e perguntou:
– Desculpa! Por acaso és uma bruxa?...mas a miúda gritou socorro, socorro um gato falante… e assustado o gato Leonardo também desatou a correr.
Continuou o seu caminho… até que viu um simpático senhor com uma grande vassoura e perguntou:
- Desculpa!...por acaso és uma bruxa?... Mas como o senhor era simpático respondeu não, não sou uma bruxa sou apenas um varredor de ruas.
Triste, o Leonardo continuou o seu caminho. Até que por uma janela viu uma senhora com um caldeirão, com meias às riscas e vestida de preto – será uma bruxa?
E Leonardo mais uma vez perguntou:
- Desculpa!... Por acaso és uma bruxa?...mas a senhora zangada com a sua colher de pau enxotou o pobre animal
– Xô, xô, xô… fora daqui gato malvado.
E Leonardo disse para com os seus botões – será que sou tão mal educado! E volta de novo à biblioteca. Muito triste por não ter encontrado uma bruxa.
Já na biblioteca, de repente vê e ouve um sussurrar muito baixinho e viu tudo tal e qual coma a enciclopédia, seis meninas, vestidas de preto, cada uma com a sua vassoura e com um chapéu pontiagudo. E pergunta:
-Desculpem! …por acaso são bruxas?...
-Sim, sim são bruxas e foram logo ter com ele… fizeram-lhe festinhas e muito rápido um chiu … Acalma-as…
- Caladinhas meninas não se esqueçam que estamos na biblioteca. Era a mestra, a professora das bruxinhas…
– Mestra, podemos leva-lo para as nossas casas?
– Não pode ser ele é só um e vocês são muitas.
-Tem razão mestra, desculpe…
Mas pode ficar na nossa escola que tal?
– Sim, então vamos todas para casa.
– Vais adorar Leonardo a nossa escola vai ser o teu novo lar.
E assim foi, viveu feliz para sempre.

Vitória, vitória acabou a história.

Sabias que se acreditares na tua imaginação encontras umas pequenas bruxinhas, o Leonardo e a bruxa mestra.

MIAU ADEUS?